O professor Sebastião Villaça nasceu na cidade de São Roque – SP, a 17 de setembro de 1869, falecendo subtamente nesta cidade de Itapetininga a 28 de fevereiro de 1954, contando com 84 ano e 5 meses.
O prof. Sebastião Villaça diplomou-se em 1890 pela antiga e tradicional Escola normal da Boa Morte, na Capital Paulista. Entre seus colegas de turma e companheiros de estudos encontramos Arnaldo Barreto e Oscar Tompson, legítimos de glórias do Magistério Paulista, dos quais, Sebastião Villaça foi amigo íntimo e cujas memórias sempre enalteceu.
O nosso homenageado, em sua mocidade, secundando os esforços de seu irmão mais velho – Manoel Martins Villaça ou, Maneco Villaça, como era mais conhecido, lutou em São Roque, com risco de vida pela humanitária causa da libertação dos escravos no Brasil, escondendo negros foragidos e os encaminhado ao Dr. Antônio Bento, chefe dos abolicionistas na Capital. Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados por esse valoroso irmão, o povo de São Roque perpetua sua memória na denominação dada ao Grupo Escolar de Mayrink, na época distrito de São Roque.
Por muitos anos Sebastião Villaça exerceu o cargo de professor público, inicialmente na Escola Primária Masculina do Pantojo, de onde se removeu para a Escola Complementar de Itapetininga, onde exerceu o magistério revelando-se professor emérito e amigo sincero de seus alunos, muitos dos quais como João de Toledo, Erastro de Roledo, Raul Fonseca, Carolina Ribeiro, que tanto dignificaram as gloriosas tradições do ensino paulista.
Nessa ocasião, por motivo de clamorosas perseguições políticas, Sebastião Villaça foi injustamente exonerado do cargo que sobremaneira honrou. Professor vitalício e irremovível, não se conformou com essa preterição iníqua, tendo sido o primeiro professor público paulista a acionar judicialmente o Estado, na justa defesa dos seus direitos menosprezados. Depois de muitos anos de protelações políticas, mediante sentença judicial, emanada do Tribunal de Justiça do Estado, Sebastião Villaça foi reintegrado em seu cargo. Assim, após exercer o cargo de professor público por vários anos, ingressou no serviço público federal como Agente Fiscal de Imposto de Consumo. Exerceu esse cargo com o coração que era grande e magnânimo, nunca prejudicando ninguém, agindo sempre como conselheiro e amigo, razão porque era sempre bem recebido festivamente onde quer que aparecesse no exercício de suas funções fiscais. Nesse cargo se aposentou após haver prestado mais de 35 anos de dedicados serviços ao Estado e à União, com íntima satisfação de haver cumprido suas funções públicas com absoluta dedicação e completa honradez.
Nesta cidade, onde viveu quase 60 anos, sendo conhecido como Cel. Villaça, em virtude de sua patente de tenente-coronel da Guarda Nacional, sua ação social e política foi proeminente e constante. Viveu sempre semeando o bem, amparando os fracos e socorrendo os perseguidos, sem medir sacrifícios pessoais.
“Foi um homem grande na estatura e maior ainda no coração”, na expressão de seus amigos.
Combativo e destemido, sua pena sempre esteve ao serviço dos desamparados, dos humildes, dos perseguidos, a todos socorrendo materialmente ou confortando moralmente, compartilhando com o sofrimento alheio quando não podia minorá-lo, pois a magnanimidade de coração e a generosidade de sentimentos afetivos eram expontâneos em sua alma.
A “Tribuna Popular”, em seu número de 5-3-1954, noticiando o seu falecimento, escreveu:- “Se sua família perde um chefe insubstituível, Itapetininga um amigo e defensor dedicado, os necessitados e pobres perdem o seu benfeitor”.
A Revista do Magistério, nº 6, de 15-8-1954, na seção intitulada “Vultos que passam”, assim se expressa ao registrar o seu sentido falecimento:- “Todos que se vão, da vida merecem respeito, e todos deixam saudades. Registrar, porém, os nomes e dados dos grandes mestres que descansaram desta longa vida, na expressão de Machado de Assis, é-nos impossível. Vários,porém, não podiam passar sem registro. Sebastião Villaça, diplomado em 1890, foi homem que morreu como viveu, pelo coração, na expressão dos que com ele privaram”
A mesma revista , no número seguinte, prestando-lhe homenagem, por merecer sua vida destaque especial, pública, de autoria de seu filho, mais velho, professor em toda a extensão e significação da palavra e poeta, professor Oscar Villaça, a poesia que é bem um retrato daquele grande homem do ensino paulista e um símbolo do vulto altaneiro desta raça varonil, como o cedro no meio da floresta virgem – “ Em memória de papai”.
Em Itapetininga, que amava carinhosamente como se fora sua terra natal, foi presidente e vereador da Câmara Municipal; Presidente e Orador do Clube Venâncio Ayres; Presidente da Comissão Pró-monumento ao Cel. Fernando Prestes de Albuquerque e Dr. Julio Prestes de Albuquerque; Provedor da Santa Casa de Misericórdia; Venerável e Orador por várias vezes da Loja firmesa; Presidente da escola de Comércio; membro de vários diretórios políticos, sempre lutando para que São Paulo fosse governado por homens dignos e honestos.
Sebastião Villaça não morreu. Sua lembrança imperecível há de viver perenemente nos corações agradecidos de sua família, de seus amigos e de todos os que receberam os benefícios desinteressados de sua alma grande e magnânima que repousa para todo sempre na paz eterna do Senhor.

HISTÓRICO DA INSTITUÇÃO

1. IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
1.1. Nome original da escola:  Grupo Escolar da Vila Rio Branco 
1.2. Nome atual da escola:  EE Prof Sebastião Villaça 
1.3. Endereço ORIGINAL da escola: Praça Osvaldo Cruz, nº 02 – Vila Rio Branco
1.4. Endereço ATUAL da escola: Avenida Padre Antonio Brunetti, 933_ V. Rio Branco
1.5. Telefone(s): 15 3272 4770 Fax: 15 3272 4770
1.6. E-mail: e015052a@see.sp.gov.br  Home Page: www.evillaca.com.br

 

2. DADOS SOBRE A FUNDAÇÃO DA ESCOLA
2.1. Ata de criação:

 ( ) Sim Data: _________________

( x ) Não Por quê ?

 Documento não encontrado

 

2.2. Decreto de criação da escola:

2.3.  Data: de 18/06/1953 D.O. de 21/06/1953.

Mês/ano do início do funcionamento da escola: 01/08/1953

2.4. Insira aqui cópia digitalizada do Decreto.

Documento solicitado não encontrado.

Registros encontrados.

 

2.5. Grupo fundador: não encontrado
2.6. Patrono/Patronesse ( que dá nome a escola): Professor Sebastião Villaça

 

3. ORGANIZAÇÃO
3.1. Modalidades de ensino (regular, supletivo, Mobral, EJA, etc.) ORIGINALMENTE oferecidas:

Ensino Fundamental Ciclo I ( 1ª a 4ª série)

3.2. Modalidades de ensino ATUALMENTE oferecidas:

Ensino regular – Fundamental e Médio

3.3. Turnos (matutino, vespertino, noturno) em que funcionava ORIGINALMENTE:

( x ) matutino ( ) vespertino  ( x ) tarde ( ) noturno ( ) integral 

3.4. Turnos em que funciona ATUALMENTE:

( x ) matutino ( ) vespertino ( x ) tarde ( x ) noturno ( ) integral

 

4. ESTRUTURA FÍSICA
 

DEPENDÊNCIAS

ORIGINAIS ATUAIS
SIM/NÃO N.º SIM/NÃO N.º
Salas de aula sim 04 sim 17
Secretarias sim 01 sim 01
Bibliotecas não 0 sim 01
Salas de professores não 0 sim 01
Sala de Direção sim 01 sim 01
Laboratórios (Quais?) não 0 sim 01
Refeitório não 0 sim 01
Pátio sim 01 sim 02
Quadra de esportes não 0 sim 01
Sala de informática não 0 sim 01
Outras: Quadra Poliesportiva  Não 0 sim 01